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Entidades enviam pedido de reconsideração de ato da Bandeira Vermelha

  • Entidades enviam  pedido de reconsideração de ato da Bandeira Vermelha

18/07/2020

ACI Cruz Alta, juntamente com o CDL, Sindilojas, Sindicato Rural e OAB, enviaram neste sábado (18) um  pedido de reconsideração de ato da Bandeira Vermelha para Bandeira Laranja.

Confira o documento na íntegra:

A Região 12, que integra a Associação de Municípios do Alto Jacuí - AMAJA, compreende os municípios de Cruz Alta, Boa Vista do Cadeado, Boa Vista do Incra, Colorado, Fortaleza dos Valos, Ibirubá, Jacuizinho, Quinze de Novembro, Saldanha Marinho, Salto do Jacuí, Santa Bárbara do Sul, Selbach e Tupanciretã.

As entidades signatárias abaixo relacionadas, atuantes no município de Cruz alta, RS, vêm, perante Vossa Excelência, apresentar pedido de reconsideração de ato da Bandeira Vermelha para Bandeira Laranja, levando em consideração os argumentos abaixo:

- Com o respeito que merecem, os indicativos mostram um comportamento a justificar a manutenção da Região 12 na bandeira laranja. Estamos observando um crescimento controlado no número de casos confirmados, que segue uma tendência linear, especialmente após a tomada de medidas restritivas de direitos já em vigor, a exemplo do Decreto 215/2020, prorrogado até 19/07/2020 pelo Decreto 232/2020, que determinou o impeditivo de circulação de pessoas e veículos nas vias públicas das 21 h às 5h em todo o município de Cruz Alta/RS. A média móvel tem se mantida constante ao longo das últimas três semanas epidemiológicas, indicando um achatamento da curva de ativos, enquanto se evidencia um aumento significativo de recuperados (194). Além disso, não se observou óbitos no município relacionados à COVID-19 nos últimos 7 dias.

- No mesmo caminho, houve significativa baixa na ocupação de estrutura hospitalar desde a última semana epidemiológica. Pelos dados registrados, passamos de 14 respiradores ocupados (43,75%) na data de 09/07/2020 para apenas 3 (9,4%) na data e ontem (17/07/2020), uma redução de 78,57%. Para os leitos de UTI adulto, a redução fora em 25%, passando de 4 para 3 leitos ocupados por pacientes confirmados com COVID-19 no mesmo período, sendo apenas um deles oriundo da Região 12. No contexto geral, os leitos de UTI vêm mantendo uma curva média móvel constante com leve inflexão para baixo, indicando tendência de queda na ocupação hospitalar, em caminho contrário de boa parte das regiões do Estado que já tem seus hospitais esgotados.

- Somado a isso, naquele mesmo período supracitado, a taxa de letalidade no município caiu de 3,15 para 2,71, tendendo em maior queda nos próximos dias. A taxa de mortalidade permanece intacta há mais de 7 dias. No mesmo passo, a porcentagem de confirmados pela testagem total no município representa hoje 10,51%, bem abaixo da média no Estado, que é de 17,33%, mesmo após Cruz Alta ter iniciado a realização de 1000 unidades de testes RT-PCR pela Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ), em complementação aos que já estavam sendo realizados.

Logo, é cristalina a estabilidade no quadro epidemiológico da COVID-19 no munícipio e região, inclusive com controle adequado na evolução e estabilização, não justificando a mudança para bandeiramento que indique risco elevado.

Data máxima vênia, a Região 12 apresenta índices e números para figurar na bandeira laranja. Os municípios estão adotando medidas preventivas e de distanciamento social, e todas as ações preconizadas pelas autoridades de saúde, o que se verifica pelos registros da região. Isso mostra que a possibilidade de alteração de bandeira laranja para bandeira vermelha é muito rigorosa e, na nossa concepção, desproporcional à realidade regional.

A Região 12 vem mantendo seus indicadores monitorados, graças à atuação regionalizada e ao somatório de esforços exemplificados no relato acima, com a ação engajada e articulada de todos os seus municípios tem apresentado, até o presente momento, resultados aceitáveis em relação à pandemia.

É do conhecimento de todos que as empresas já estão enfrentando grandes dificuldades financeiras e é preciso não agravar essa situação. Precisamos de empresas ativas para enfrentar o pós-pandemia. A atividade produtiva não pode parar, ela é que move a sociedade, é ela que gera emprego e renda e é base para a sustentabilidade do Estado.

Lembramos que na primeira parada das forças produtivas, ocorrida em março, as empresas buscaram os escassos recursos financeiros que ainda lhes restavam para a reabertura, retomando os vínculos com funcionários que tiveram a suspensão dos contratos de trabalho e repondo estoques para atender clientes.

Não bastassem os problemas advindos da pandemia, ainda apresentamos perdas significativas na agricultura, avaliadas numa quebra de 45%, devido à seca ocorrida na safra 2019/2020, que ainda traz sérios reflexos para a economia local e regional.

Agora, frente à possibilidade de bandeira vermelha, todos temem pelo fechamento definitivo desses negócios, por seus funcionários e por todos os elos dessa cadeia produtiva que representa emprego e renda para grande parte da população da região. Fechar empresas não nos parece ser a solução, mas faz-se necessária uma grande campanha a nível estadual de conscientização da parcela da população que não está fazendo a sua parte.

Ainda que estejamos seguros que este pedido de reconsideração de ato será favorável, não podemos deixar de mencionar que a notícia de ingresso da R12 nos protocolos de Bandeira Vermelha geram muita instabilidade e insegurança no conjunto da sociedade, e em todos os setores, seja na saúde, economia e na própria comunidade.

A injusta possibilidade de ingresso na bandeira para vermelha, causará penalização desnecessária de muitos municípios da Região que não possuem casos, e mais aqueles outros, que mesmo com casos positivos se classificariam tranquilamente na bandeira laranja ou amarela.

As entidades que assinam esse documento, e muitas outras, estão trabalhando diuturnamente para dar a sua parcela de contribuição e estão à disposição de Vossa Excelência, mas clamam pelo não fechamento das empresas e sua reconsideração na injusta inclusão da nossa região nos protocolos de bandeira vermelha.

Diante do exposto e dos indicadores apresentados reiteramos e clamamos pela reconsideração de ato para que a R12 permaneça na bandeira laranja.

 

Respeitosamente,

 

ACI Cruz Alta

Darci Martins

 

CDL Cruz Alta

Suzana Dornelles

 

Sindilojas Cruz Alta

João Antônio Gobbo

 

OAB – Subseção Cruz Alta

Jorge Marchesan Junior

 

Sindicato Rural de Cruz Alta

Daniel Jobin Badaracco

 

 




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Emilady Malheiros - MTB/RS 18.215
Jornalista/Analista de Comunicação ACI Cruz Alta
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