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ARTIGO: work and mind por Márcia Ross

  • ARTIGO: work and mind por Márcia Ross

15/12/2020

E de repente você olha para o calendário e já é dezembro.

E já se foram 9 meses em que o normal que conhecíamos não é o mesmo. Transfigurou-se em outra coisa.

Parece que foi ontem que abraçar um parente, um amigo era a regra social.

Que espirrar na rua, no mercado, era algo inexpressivo.

Hoje parece que estamos mais habituados às máscaras, ao álcool nas mãos, nas lojas, aos cumprimentos a distância, aos encontros online.

Mas só parece... pois no fundo ansiamos pelo contato. Pelos encontros presenciais. Pelas trocas. Pelo chimarrão compartilhado.

Somos instados a ficar em casa. E ficamos. Em consequência, utilizamos cada vez mais as redes sociais... para a diversão, para o trabalho, para as aulas das crianças.

Vemos os hiperprodutivos em ação: aqueles que consomem milhões de palavras em livros, cursos, notícias e aqueles que as publicam, escritas ou faladas, em lives ou gravações. Estamos presenciando a era das lives. Vemos tantos com tanto para falar, dividir, postar, compartilhar, tweetar...

Inundados. Estamos sendo inundados.

E a cabeça como fica?

E o coração? E o corpo?

A ansiedade está recorrente. Aninhada numa hipersensibilidade crescente.

Estamos à flor da pele.

Somos os reflexos desses tempos pandêmicos (ou seriam pandemônicos?). Tentamos disfarçar nosso medo com barulho, nossa insegurança com ocupações para a mente, nossa fragilidade maratonando séries da Netflix.

Mas paciência, tenhamos paciência conosco.

Fomos expostos ao desconhecido que ceifa nossas pessoas, ao invisível que nos ameaça com as incertezas de como ficará a nossa humanidade.

E nessa hora, penso eu cá com os meus botões, que a manutenção de nós mesmos é o dar-se conta da nossa vulnerabilidade. Talvez a saída seja para dentro, para dentro de nós, em direção à auto-observação.

Ao nos depararmos com nosso ruído interno, quais são nossas opções?

Podemos continuar a fazer barulho e aglutiná-lo com o incessante barulho externo.

Ou, podemos, algumas vezes, escolher só observar. Escolher ser a testemunha da própria mente.

Sei que não existe o tal "silenciar a mente". Mas existe o "observar" sem reagir enquanto só respira.

Só respirar.

É uma experimentação. Podemos ser nosso próprio laboratório.

É a coisa mais simples que podemos fazer diante de tantas situações complexas, confusas, doloridas que este 2020 tem nos apresentado.

Aliás, talvez este ano, tão diferente, tão crítico e atípico, esteja nos oferecendo uma oportunidade de enxergar nossos ritmos internos, nossos padrões reativos e aprender com eles.

Mas, mes amis, para enxergar é preciso olhar atentamente.

Para onde tem ido nossa atenção?

Quais sendas tem trilhado nossos corações? De que são feitos os véus que recobrem nossa clareza mental?

Diga-me onde repousa tua atenção e direi se tu cultivas a paz…

Desejo, na simplicidade do meu existir, que possamos, ao menos por alguns instantes em nossos dias, escolher o que nutre nosso ser. Escolher estar presentes em nós mesmos.

Está além do nosso poder pessoal reverter o caos do mundo. Mas está ao nosso alcance gerenciar nosso mundo interno. Afinal, como disse Anaïs Nin, "não vemos as coisas como são, vemos as coisas como somos."

E como nós somos?

E como temos sido?

Não sabe?

Experimente, só observe a própria mente enquanto simplesmente respira.

É surpreende o que podemos descobrir.

Márcia Ross

Licenciada em História, Professora de Yoga, facilitadora de Yoga Dance, 

Terapeuta Ayuveda e Pós-graduanda em Artes.





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Jornalista/Analista de Comunicação ACI Cruz Alta
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